Radiestesia
Como entender o princípio da Radiestesia?
O uso do sentido radiestésico, ou do poder do pêndulo, é bastante antigo. A maior parte da humanidade, porém, parece tê-lo esquecido.
O pêndulo é um instrumento de comunicação com os mais profundos e secretos níveis do nosso ser, com essa parte do nosso ser que se ache, infelizmente, obscurecida pelo medo, pela ignorância e pelos preconceitos acerca da nossa natureza e do universo em que vivemos, justamente essa parte do nosso ser que conhece a verdade, porque ela é a verdade. Tais níveis do existir não são condicionados pelo espaço e pelo tempo e são datados de poderes que nós, humanos, nem sequer começamos a compreender ainda. O pêndulo é um instrumento de percepção da nossa essência mais profunda – percepção essa superior aos nossos cinco sentidos. O pêndulo é, de longe, o mais sensível e apurado de todos os instrumentos de adivinhação e descoberta, sendo igualmente prático no laboratório, no campo, no trabalho ou em casa.
A Sociedade de Prospecções, em Paris, define a radiestesia como a arte e a ciência de interpretar as radiações que ultrapassam geralmente os limites da percepção humana. Estas radiações são comprimentos de onda ou frequências emanadas de todas as matérias e que lhe são próprias. Elas resultam de um fenómeno de ressonância nuclear, ou seja, o movimento vibratório de partículas electricamente carregadas no seio do núcleo de cada átomo. Na realidade, a física moderna demonstrou que o núcleo de cada átomo é constituído por diferentes tipos de partículas sempre em movimento, as quais determinam, portanto, diferentes comprimentos de ondas – radiações que diferem consoante a natureza da sua emissão.
De onde provem a palavra Radiestesia?
Nas primeiras décadas do século passado o Abade Bouly, um sacerdote da aldeia francesa de Haderlot, cunhou a palavra radiestesia para descrever o uso do pêndulo. O termo é uma combinação do latim radius, para significar radiação, com o grego aisthesis, para significar sensibilidade. A palavra inglesa dowsing é frequentemente usada como equivalente, mas erradamente, pois esta palavra refere-se “à pesquisa de água ou minerais com auxílio de uma vara ou pêndulo”, ao passo que radiestesia recobre não apenas este campo como também a detecção e medida do espectro inteiro das radiações, sejam elas minerais, vegetais, animais ou humanas. Mais tarde S. W. Tromp, que em 1949 publicou o livro “ Física Psíquica”, sugere que o termo radiestesia seja substituído por “campos eléctricos”, “campos magnéticos” ou “campos electromagnéticos”. Recomenda também a palavra neutra “palomancia”, se bem que esta prática sugere, em sentido estrito, o uso de uma vareta adivinhatória para localizar águas subterrâneas, minerais e petróleo, ou seja, ela é sim, a percursora da moderna radiestesia. Outros, inclusive o inglês Christopher Hills e o matemático americano Isidore Friedman, sugerem uma denominação mais estrutural: “física radiacional”. No entanto, por enquanto, radiestesia é o mais popular termo utilizado tanto por leigos como por cientistas, para a utilização dum instrumento chamado pêndulo.
Um pouco de história
Em tempos passados, um dos termos em que era conhecida a arte da “vara mágica” (prática ritualista que consistia em localizar lençóis de água, metais preciosos, etc., ocultos sob a terra), seria por rabdomancia, do grego rhabdos, que significa “vara” e manteia, que significa “adivinho ou profeta”, sendo este termo traduzido por “adivinhação por meio de varão ou bastão”. São raras as menções de rabdomancia pelos antigos escribas e historiadores, por causa da importância vital nos sistemas religiosos da época. No entanto, adivinhos e profetas utilizando varas, bastões, ramos de amendoeira, bordões e cajados, foi sempre parte íntegra, sacra e mágica, utilizada em vários locais, em épocas precedentes à nossa, desde o Antigo Egipto, às tribos errantes árabes, da vara ou cajado de Moisés às diferentes varas descobertas por Marco Paulo nos caminhos do Oriente, dos druidas aos indígenas africanos, as varas divinatórias têm vários formatos e são compostas de vários tipos de material. T. J. Hutchinson, no seu livro “Dois Anos no Peru”, refere-se a uma figura entalhada na rocha com uma vara em forquilha na mão – a civilização peruana data de antes de 9.000 a. C. . No reinado da Rainha Elizabeth (1558 a 1603) adivinhadores alemães eram empregados na descoberta de minas de estanho em Inglaterra. Por volta do século XVII o uso da vara divinatória para localizar minerais e água se espalhou por todo a Europa e desencadeou uma grande controvérsia entre cientistas, para não mencionar o clero. A maioria dos adivinhos, na Idade Média, associava a adivinhação a práticas realmente discutíveis, envoltos em rituais suspeitos e o uso pervertido do poder divinatório tornam compreensível porque a Igreja baniu todas as formas deste tipo de arte, considerando-as “obra do demónio” e a sua prática como “pecado”. De algumas dessas práticas remanescentes, são hoje ainda conhecidos popularmente os vedores, muitos ainda utilizados nos campos para localizar o sitio ideal para abrir um poço de água.
O uso do pêndulo na arte divinatória surge mais tarde no Ocidente. Obras de arte do período entre 1664 e 1749, no pavimento do museu da ciência de South Kensington, demonstram que existiram na Saxónia, entre outras utilizações do uso no pêndulo, as de prática nas operações de mineração. Em 1799, o Professor Gerboin, da Universidade de Estraburgo, trouxe um pêndulo da Índia e presenteou-o à Academia de Ciências de Paris, fazendo mais tarde um estudo do pêndulo sobre as massas de metal e registando as suas observações num livro publicado no começo do século XIX, estudo esse confirmado por Ritter, um físico alemão da mesma época. Desde essa altura, especialmente do fim do século XIX até hoje, um grande número de organizações, grupos, governos e outras instituições, dedicou a sua atenção aos princípios e práticas da vara divinatória ou da radiestesia. Os mais prestigiosos cientistas do século XX, têm visto o fenómeno com extremo preconceito, cepticismo ou zombaria. Albert Einstein, entretanto, considerava a radiestesia fascinante e acreditava que o electromagnetismo poderia de alguma forma dar-nos explicações científicas sobre o porquê das leis que regem a prática do pêndulo. Modernamente, o pêndulo tem sido utilizado em várias áreas, nomeadamente também militares. Foi utilizado em actividades no Vietnam, por fuzileiros navais treinados para localizar minas subterrâneas. Também existem notícias de que durante a II Grande Guerra Mundial o pêndulo foi usado pela espionagem inglesa, a fim de determinar os pontos das ofensivas de Hitler. Verne Cameron, um famoso localizador de lençóis de água, foi, no século passado, impedido de deixar o país por ter sido considerado um risco para a segurança nacional. Cameron, utilizando a técnica de prospecção de mapas com o pêndulo, numa demonstração para almirantes da Marinha norte-americana, teria localizado com precisão as posições e profundidades de todos os submarinos e bases de submarinos no Pacífico, distinguindo-os nomeadamente entre os submarinos americanos e russos.
A vantagem do pêndulo em relação à vara divinatória, entre outras razões, é que o mesmo poderá ser utilizado para localizar algo à distância (telerradiestesia), sem ser necessário estar a utilizá-lo localmente. O Abade Mermet, sacerdote francês e um dos maiores pioneiros nesse campo, era capaz de descobrir água e minerais em África, confortavelmente sentado à sua mesa, numa aldeia francesa. Ele simplesmente mantinha o pêndulo suspenso sobre o mapa de um determinado território e, onde quer que houvesse água ou os minerais procurados, o pêndulo se movimentava no sentido dos ponteiros do relógio.
Tal como este exemplo muitos outros poderão ser dados, nomeadamente o de análise de diversas situações, na escolha de projectos - sejam a nível comercial ou outros, na compra de diferentes produtos, na determinação da melhor solução para diversas questões, etc. A telerradiestesia opera segundo os mesmos princípios da TV ou das ondas de rádio, com a mente do operador funcionando como instrumento transmissor e receptor ao mesmo tempo.
Como funciona o pêndulo?
O sistema nervoso e mental do homem é ainda, na sua maior parte, um mistério. Um sistema nervoso sensivelmente desenvolvido e adequadamente adestrado não precisa de nenhum recurso externo para obter as informações que deseja, recebendo ou percebendo as informações que necessita como uma sensação física, como resposta ao problema colocado. Infelizmente, porém, a maioria das pessoas não chega a desenvolver-se até esse ponto. Geralmente necessita de meios auxiliares concretos para amplificar e interpretar os sinais que os mesmos desejam comunicar-nos – e esta é precisamente a função do pêndulo. Não é o pêndulo em si mesmo, então, que nos dá respostas. È a nossa própria inteligência superior, mais íntima, que se comunica através do sistema nervoso, que nos dá os sinais. O pêndulo limita-se a amplificar a sinalização e a permitir-nos interpretar o sentido através dos códigos estabelecidos entre a nossa alma consciente e a subconsciente. Um bom radiestesista ou operador de pêndulo não vê as suas respostas directamente no movimento da vara ou do pêndulo. Ele também sente a resposta – em termos da frequência de registro – na sua mão ou braço, ou no corpo inteiro. Mas isto só lhe ocorre após um prolongado adestramento.
Vivemos num universo energético e cada organismo está cercado de toda a espécie de energia. Vitvan, um Mestre americano do século XX, foi o primeiro a explorar as vastas regiões do mundo da frequência. No livro “Basic Teachings of the School of the Natural Order” – Vol. I, ele descreveu a chave que abre as portas para mundos infinitos:
Vivemos em um “oceano” de frequências energéticas. Nossa consciência destas frequências depende da nossa habilidade em registá-las. Esta habilidade pode ser desenvolvida exactamente da mesma forma como podemos sintonizar as vibrações ou as frequências de rádio com um aparelho de rádio. A receptividade tem um peso importante aqui: o que recebemos depende, por um lado, do rádio e, por outro, do nosso estado de consciencialização.
Toda sensação, todo o sentimento, toda emoção, toda a necessidade e toda forma de pensamento que experimentar, ou de achar que teve, devem-se ao registo das energias – comprimentos de onda e frequências. Nossa grande tarefa é a desenvolver a consciência das frequências registadas… Há uma faixa infinita de comprimentos de onda e frequências a serem explorados, registados e conhecidos. Cada um pode dizer de si mesmo: “a consciência que tenho se deve à minha habilidade em registar comprimentos de onda e frequências”. Ninguém lhe poderá dar tal coisa… é você quem tem de desenvolver essa mesma habilidade. Da mesma forma que não poderei alimentar-me por si, também não poderei dotá-lo de um alto nível de conhecimento.
Na realidade, somente você pode cultivar o repouso físico, a estabilidade emocional, a paz de espírito e a sintonia concentrada necessários para se tornar um pendulista, ninguém o poderá fazer por si. Conforme vai evoluindo na sua receptividade (o seu rádio interior) e no seu estado de consciência, maior capacidade e habilidade terá em registar correctamente as informações deste universo energético.
O pêndulo movimenta-se, não devido a uma força desconhecida, mas porque determinados indivíduos sentem profundamente variações electromagnéticas ou energéticas. Bruce Copen, um inglês que tem estado no negócio da fabricação e comercialização de pêndulos desde 1947, acredita firmemente que cerca de 90% da população do mundo poderia fazer uso do pêndulo como detector de radiações bastando, para isso, que o experimentem. Desses 90% prevê que aproximadamente metade, desde que adequadamente adestrados, poderiam tornar-se pesquisadores científicos. Entretanto, para converter-se num verdadeiro expert, requer-se uma penetrante intuição e uma certa sensibilidade natural. Qualquer pessoa que tenha um certo treino da mente e, em consequência, um razoável poder de concentração, e que seja também emocionalmente estável, está em condições de usar o pêndulo e de adquirir uma grande precisão com ele, num prazo relativamente curto.
O meu conselho é que adquira o indispensável controlo mental e emocional antes de depositar muita confiança nas leituras do pêndulo. Se você quiser, poderá utilizar o pêndulo para desenvolver tais qualidades. Pois quando você começar a praticar, procurando permanecer emocionalmente neutro, você estará a ganhar maior controlo e equilíbrio, e observará que as suas leituras estão se a tornar progressivamente mais exactas. Em qualquer caso, o que a ciência da radiestesia necessita é de mais pessoal prático que possa ver por si mesmo o que se pode conseguir, e não de mais teorias. São tais pessoas que irão ampliando a pauta de pesquisa, nesta nova idade da ciência.
Algumas palavras de advertência aos radiestesistas também aqui ficam: não experimentem provar que o pêndulo funciona com pessoas cépticas e não receptivas. Duas maçãs mais duas maçãs não são quatro maçãs para uma pessoa que se recusa a ver. Se você tentar mostrar-lhe como funciona, nove vezes em dez você irá fracassar, posto que a atitude negativa da pessoa afecta o comportamento do pêndulo - tal como também o próprio pensamento do radiestesista. Assim, o local onde se praticar e os pensamentos das pessoas envolvidas devem ser completamente neutros. Aprenda também a escolher o seu próprio pêndulo, pois nem todos os pêndulos funcionam com qualquer pessoa. Cada pessoa tem uma energia diferente, bem como cada pêndulo. Existem pêndulos dos mais variados formatos, compostos de diferentes materiais, para os mais diferentes fins.
A utilização da Radiestesia
Modernamente em vários locais deste globo, a técnica radiestésica é utilizada para muitas e diferentes situações, entre as quais poderemos salientar: na Geobiologia (estudo dos efeitos terrestres sobre a vida), no Cosmotelurismo (estudo dos efeitos provocados por ondas telúricas ou cósmicas), no Feng-Shui, nas diferentes escolhas de produtos ou composições para tratamentos naturais ou outros, na Cromoterapia, Cristaloterapia, como ferramenta auxiliar de diagnóstico em diversas áreas da saúde, para detecção de muitas situações nas mais diferentes áreas profissionais (indústria, comércio, etc.) na pesquisa de terrenos ou de locais arqueológicos, prospecção de minerais, tesouros, lençóis de água, na análise de compatibilidade entre pessoas, na escolha de profissões, em buscas policiais, etc. É também utilizada domesticamente para escolha de alimentos, dietas, localização de objectos perdidos, escolha de namorados, na decisão entre diferentes possibilidades, compra de produtos, etc.
Finalmente, gostaria de salientar para qualquer pessoa interessada em tornar-se um qualificado especialista na operação do pêndulo, que isto lhe irá exigir um período de aprendizagem e prática constante para desenvolver os reflexos nervosos, musculares e mentais, necessários a uma proficiência plena. Exactamente como qualquer outra habilidade, é preciso paciência e muita prática, a fim de que a mesma se converta numa espécie de segunda natureza da pessoa, devendo acrescentar, já agora, que este é também um poder que precisa estar sob controlo, que o mesmo seja bem intencionado e colocado no seu devido lugar.
Trabalhamos em diversas áreas de terapias não convencionais, tendo por isso decidido há muito, estarmos em eterna pesquisa e aperfeiçoamento das mesmas.
Procuramos dar resposta ao desequilíbrio humano principalmente através da mudança para um estado de consciência mais equilibrado, não dispensando todavia, a medicina ou as terapias adequadas para cada caso.
Mail: blevy00@gmail.com | Telefone: 968 569 303 | 212 748 006
