RODRIGO

Um caso em Terapia Regressiva de Memória
​Transpessoal e Espiritual

Um processo de adição na família…

Um jovem com quase trinta anos, surgiu-me no gabinete para se tratar há alguns meses atrás. Há primeira vista pareceria um desportista que se dedicava ao culturismo como hobby, trabalhando profissionalmente numa empresa na área de vendas. As suas queixas seriam aparentemente porque não conseguia manter-se num emprego, talvez por insatisfação própria, apesar de ser um bom vendedor. Queixava-se da dificuldade de suportar a rotina no trabalho e também da falta de vida afetiva… Mencionou no entanto sentir-se atraído pela via espiritual, questionando-me sobre algumas dúvidas pessoais que tinha se enveredasse por esse mesmo caminho…

Inicialmente pensei que o seu problema fosse só uma questão de conflito entre a sua Essência ou Alma e o seu trabalho. A sua estrutura física forte parecia contradizer com um estado de espírito frágil e carente e, o seu olhar parecia duma criança ingénua, talvez mesmo imatura. 

Devido há sua instabilidade financeira, vivia ainda com a mãe – uma senhora já com muita idade e doente – que o apoiava ainda economicamente, bem como a um irmão mais velho – o qual teria problemas psíquicos. Aliás, toda a sua família era de tendência depressiva, com a qual segundo me contou, não conseguia manter uma comunicação há muito tempo. No andar de baixo do mesmo prédio vivia também uma avó com quem, segundo parece, não falava muito devido a conflitos do seu carácter…O seu progenitor já teria morrido de doença há alguns anos. A família vinha com um historial de fanatismo numa vertente religiosa – com a qual este cliente se teria revoltado e afastado. Porém, nem tudo tinham sido rosas para ele desde aí…

Contou-me nesta primeira consulta que já teria utilizado drogas alucinogénias, bem como algumas pesadas e outras mais leves, mencionando-me somente na sua segunda consulta que ainda utilizava as leves. Parecia que, para além da prática da musculação, o seu hobby favorito seria fumar tendencialmente uns “charros” de maconha ou haxixe até não poder mais… Umas vezes com amigos, outras vezes sozinho em casa. Porém, sentia-se mal por ainda praticar este seu vício… que era contraditório até com a sua prática do desporto.

“O problema são os meus amigos…” – queixava-se – “Quando começam a fumar nunca mais acabam…”

Devido a isso, só conseguia começar a trabalhar muito tarde, levantando-se por volta das 15h – felizmente tinha um horário flexível e era um dos melhores vendedores da empresa… mas não se conseguia sentir bem com a situação que estava a perpetuar. A sua tendência era de se isolar.

Interessante verificar a quantidade de pessoas que já tive como clientes que terão sentido um forte chamamento espiritual (tendo um bom potencial para essa área), mas que devido a medos e conflitos relacionais ou existenciais – padrões que advinham já muitas vezes de familiares, acrescidos também de certos medos de experiências paranormais, terem tentado de algum modo controlar o que sentiam energética ou emocionalmente através da mente, permanecendo numa sensação de se encontrarem desenquadrados, desenraizados…. Muitos vezes enveredando pela utilização de drogas para limitar o que sentiam – através de calmantes ou excitantes, tais como barbitúricos, sudoríferos, drogas leves ou mesmo tabaco e álcool, entre outras adições – que cortam a ligação com a sua Essência ou a comunicação com o seu Eu Superior. Muitos confundindo também a sua capacidade intuitiva com uma suposta informação de algum tipo de entidade, guia ou força externa…

Naturalmente começavam entretanto a surgir pânicos do que não quereriam sentir, ou aceitar… sendo este também um dos sintomas que inicialmente se queixou Rodrigo na primeira consulta.

Para mim tudo é designado como frequências – e a do pânico trazia normalmente energias dum passado que poderiam ser suas, de família… ou mesmo externas. Com todas elas no entanto temos de ter um diálogo. Querem ser ouvidas, tratadas, encaminhadas… senão não nos deixam em paz para resolverem-se questões pessoais…

Se para algumas pessoas o seu trabalho diário será a preocupação com a sobrevivência, o trabalho ou as obrigações na empresa, em casa ou mesmo no campo, eventualmente no auxílio a qualquer causa que possa ser considerada como missão, o meu trabalho tem sido algo diferente. Habituei-me a ouvir as Almas e as suas queixas. Em Terapia Regressiva de Memória Transpessoal e Espiritual existe um diálogo com as perdas, os medos, os traumas, os bloqueios, entre vários aspetos. De tal forma trabalhamos com as diversas mortes dos outros que passamos a respeitar a comunicação com uma energia diferente: o que alguns designam como o Anjo da Morte – tendo tomado consciência que será um ser de Luz igual aos outros, com quem temos de manter um diálogo constante, para libertar alguém que ficou preso numa frequência estranha, assustadora ou mesmo de sofrimento. Fazendo da Morte uma amiga, com quem nos habituamos a caminhar e a falar, tal como qualquer outra energia, tudo funciona corretamente – as perdas e as mudanças são transformadoras e aceites como uma experiência evolutiva saudável… pois algo muda também dentro de nós…

Porém, esta forma de estar não deve ser só teórica…

Experimente por exemplo pensar que lhe venha alguém informar que a pessoa que mais ama morreu neste momento… ou que você próprio poderá morrer talvez de doença, dentro de poucos dias. Está preparado(a) para ouvir isto? Bem, talvez não… Por isso a Grande Transformação do corpo físico em Alma é sentida como algo muito negativo e destrutivo – estranhamente simbolizada por uma imagem aterradora dum esqueleto com uma foice. Se algo semelhante acontecesse talvez você entrasse em crise, ou mesmo num vazio existencial. Os seus níveis de stress naturalmente iriam subir…

No último momento da partida do mundo da matéria, no  ser humano poderá surgir o arrependimento por ter estado toda a sua vida a trabalhar demais sem nunca ter feito aquilo que gostaria, talvez mesmo a revolta por ter ocupado toda a sua vida com algo que não o satisfez e nunca ter resolvido um conflito dentro de si, com o qual viveu obcecado inconscientemente, sem o saber, ou por não se ter permitido a usufruir da vida.. Eventualmente, no caso de ter uma doença grave ou uma tendência autodestrutiva inconsciente, também poderá sentir um alívio por partir…

Ou pode simplesmente deixar o corpo físico sem saber que tal aconteceu, pois a foice surgiu quando menos esperava. Tudo é possível, porém há sempre um momento da Verdade… que será quando contactamos com a nossa Essência. 

Nem tudo é o que parece… pois na Verdade nem sempre tudo está visível. A maior experiência que poderemos ter é quando deixamos conscientemente este o corpo – e a libertação da Alma. 

Porém, este evento é sentido no ocidente pela maioria das pessoas como um acontecimento triste, aterrador… o fim de tudo. Por isso fugimos a esse pensamento, embora o medo dum suposto Anjo da Morte nos condicione a vida toda, sem o sabermos.

Na realidade normalmente nós só morremos fisicamente uma vez em cada corpo… em princípio. Porém, o próprio medo pode fazer-nos estar numa ou mais pretéritas mortes ao longo duma vida – e ficarmos sujeitos por isso a uma frequência negativa na roda de Sansara – o ciclo da transmigração do atma em mundos materiais, numa inconsciência por vidas e vidas sem fim… o que alguns poderão designar também por Karma.

Até aqui tudo bem, nada de novo. O que talvez não saiba é que pode ficar preso nesta roda Kármica também através de relacionamentos, através da família, de traumas, vícios, medos ou… por viver em certos locais. Por isso é preciso ter em atenção vários aspetos…

Intuitivamente senti que o espaço físico onde Rodrigo morava também o estava a afetar por diferentes razões. Não precisei de medir na escala de Bóvis a frequência que se encontrava no local onde dormia. Questionei-me sim quais seriam as diferentes vertentes energéticas negativas que poderiam estar naquela casa onde habitava e que poderiam ser da sua família ou… do próprio espaço físico.

Na primeira e no início da segunda sessão de Rodrigo começámos por limpar campos ligados a cargas de seres que ele transportava consigo, que irei mencionar aqui como sendo subpersonalidades do próprio, de família ou intrusas, além de algumas resoluções com o seu passado em diferentes aspetos, que o afetavam mental e psicologicamente.

Aproveitei Rodrigo estar em Estado Alterado de Consciência para o fazer sentir-se energeticamente no seu próprio quarto – e do que estava a emanar daquela casa onde habitava. Para mim nada de novo iria surgir – eu já teria visualizado e sentido uma carga telúrica e espiritual pesada com ele. No entanto, foi extremamente elucidativa a experiência que o mesmo me conseguiu descrever… da rede do matrix onde se encontrava – dentro do espaço físico naquela casa de família.

“É como se estivesse preso por raízes que saem das paredes e do chão, que me sugam totalmente a energia, produzindo-me uma sensação de infinito vazio, de desconforto… Sinto-me desesperado porque não consigo atravessar esse dia a dia. Estou preso – a sensação do meu ser é muito frágil, sem esperança… a envelhecer” – continuou – “Esta energia quer que eu baixe os braços. É uma espécie de vampiro que se transmite de geração em geração na minha família, sempre com um padrão de confusão, de desintegração, de não adaptação e de exclusão, ficando preso num mundo à deriva, sem vida. É uma energia muito densa e baixa, que assume uma forma energética semelhante a veias e ramificações que me apanham desde o início do corpo pelos pés consumindo todo o organismo, deixando-me paralisado e sem vida, sem rumo e sem alegria, mas sempre mantendo a ideia de que poderá haver uma esperança… Esta energia densa vem de família, das palavras, das conversas das pessoas, dos móveis, do próprio chão e, das guerras que não são minhas…” – descreve-me.

Sem dúvida que teríamos aqui uma espécie intrusa que o vampirizava na casa onde habitava. Fiz por isso a limpeza desta energia e aconselhei-o a sair daquela habitação o mais depressa possível. Agora que ele tinha sentido e compreendido verdadeiramente o que ali estava na casa onde habitava, não tive dúvidas que seria mais fácil ter a dinâmica de sair. Sei que estar na presença ou viver com familiares ou outros com quem não nos sentimos bem e habitar sobre zonas geopaticamente densas, pode afetar-nos psicológica e fisicamente de várias formas. 

Cada habitante naquela casa estaria a reagir destrutivamente conforme a sua tendência kármica… 

Na sessão seguinte, cerca de um mês depois – a sua terceira consulta, Rodrigo já estava diferente. Com mais vitalidade, dinamismo e com alegria. Informou-me que já teria saído de casa da mãe e estava a dividir um apartamento com outro amigo. Já só fumava cannabis uma vez por dia. Era uma pessoa mais consciente, calma e feliz. Pediu-me desta vez que o ajudasse a deixar completamente o hábito de fumar esta droga. Senti que estava a ser sincero…

Pessoalmente eu não tenho nada contra quem tenha qualquer tipo de adição e só ajudo o cliente naquilo que ele considere que queira mudar, independentemente da minha opinião. Neste caso seria ele que considerava que o consumo desta droga o estava a afetar, por isso seria fácil auxiliá-lo em alterar o que pretendia.

Naturalmente que, como qualquer item, temos de limpar primeiro as subpersonalidades que se alimentam do vício – começando pelas de família ou intrusas… e foi por aí que começámos. Encontrámos um tetravô que teria sido alcoólico e que aumentava o padrão de adição no meu cliente.  Depois, automaticamente surgiu uma vivência duma vida passada sua – que já o afetava durante várias vidas pretéritas e que, estranhamente, era dum ser espiritual que teria vivido numa época onde teve de se restringir fechado numa bolha pessoal que criou, para se proteger do meio ambiente, não podendo expor-se à sociedade onde vivia, pois poderia ser morto se divergisse das regras e crenças da época, se não correspondesse às expectativas esperadas pelos outros. Devido a estar sempre a alimentar-se dos seus próprios vícios mentais de medo, identificou o que lhe era ainda difícil de mudar, como sendo algo negativo e assustador. Depois, como mecanismo de defesa preferiu ficar no seu próprio mundo fechado mas seguro, com um baixo nível de pensamento, criando uma falsa estabilidade – que seria sempre preferível a um mundo externo agressivo , isolando-se por isso na meditação. Por trás de tudo existia o medo de amar, de poder dar Amor. Na sua vida atual, permanecia ainda o medo de sair desta prisão mental e de não atingir as expetativas esperadas.

Libertámos este espírito, reintegrando-o na sua Alma, Ensinei-lhe a falar com a sua Essência, o seu Eu Superior e, a saber silenciar-se, a acreditar, a libertar-se…

Não me admirei quando 4 dias após esta sessão Rodrigo me telefonou – desta vez às 9h da manhã – dizendo-me que não tinha palavras… para me agradecer. Tinha deixado totalmente de consumir qualquer droga, era um homem feliz, estava constantemente a receber mensagens superiores que lhe vinham do inconsciente, informações que lhe elucidavam cada passo que dava, cada pensamento que tinha… Sentia-se finalmente livre, estava calmo. Existia talvez ainda um pouco de medo de que nada disto pudesse ser verdade, mas a conseguir perceber finalmente uma mudança extraordinária em toda a sua vida e uma força interior que nunca tinha sentido. Questionava-se por onde teria andado até àquele momento…

“Que mundo era aquele onde estive Sr. Levy? Não sei o que dizer-lhe… estou sem palavras…”

Com três sessões de Terapia Regressiva de Memória Transpessoal e Espiritual Rodrigo teria tido a vontade e a dinâmica para mudar de casa, de amigos, de vida, teria deixado a droga, estava mais presente no seu trabalho, feliz e  livre para viver a vida. 

Antes disso estaria a ser puxado para repetir um processo – ao qual estaria preso karmica e individualmente – tal como a sua família e, a ser afetado também através do próprio local onde vivia. Ou se libertava, ou seria simplesmente sugado e destruído por energias densas… tal como os restantes familiares. Esta experiência demonstrou-me o que já sabia intuitivamente: certas geopatias servem de canais ou portais por onde os seres humanos são invadidos e controlados de várias formas, até mesmo para repetir processos dum passado seu e de outros – neste matrix energético onde nos encontramos. Sem dúvida que se comprovava aqui mais uma vez a existência de vários tipos de karma: os individuais, os de família e… os de certos locais – sejam estes físicos, mentais, emocionais ou espirituais.

Naturalmente que é importante para mim saber os resultados, o que nem sempre será fácil. Grande parte das pessoas não tem imediatamente total consciência das mudanças que resultam da terapia. Mais tarde, alguns pensam que as mudanças se deveram simplesmente a uma obra do acaso… ou poderão já nem se recordar de como se encontravam antes da primeira sessão, em vários aspetos. Às vezes é como se ao mudarem o seu estado de espírito, se varresse completamente da consciência a forma como previamente estavam. Poderão também não querer mais pensar no precedente sintoma ou queixa – talvez porque se confrontaram com uma parte do seu lado sombra que possam não querer lembrar-se mais que existiu.

Pessoalmente há muito tempo que deixei de me importar com as opiniões céticas dos que não acreditam na vida para além da morte, ou que entram em conflito com esse tema – seja por preconceito, arrogância ou mesmo medo. O meu dia-a-dia comprovou-me os fatos através dos resultados em clientes… e sobre esse aspeto eu não tenho dúvidas. Isso nem sequer é discutível para mim… Eu trato sim pessoas que estão em crise existencial com esse ou outros temas na vida – talvez até com a própria morte. Discutir com alguém sobre esse assunto hoje classifico como uma perda de tempo… E a nossa vida na matéria é demasiado rápida e fugaz para eu a viver em discussão ou conflito. Resolvo sim os processos de quem esteja dessa forma…e que queira desabituar-se ou mudar. Por isso, aos sarcásticos e céticos, aconselharia aguardarem pelo momento da sua Verdade… pois ela virá. 

Quanto a mim, vou estar ainda numa próxima vida a trabalhar em algo talvez semelhante ao que faço atualmente em terapia, assim como a aprender sempre nesta área… Na realidade, a forma como trabalho hoje em Terapia Regressiva de Memória Transpessoal e Espiritual não terá nada a ver com o procedimento que iniciei à cerca de 20 anos atrás a Terapia de Vivências Passadas ou Regressão de Memória… nem como terei trabalhado em alguma terapia semelhante em vidas passadas minhas… ou como poderei trabalhar terapêuticamente numa próxima vida, pois tudo é uma evolução e a dinâmica também é uma qualidade que faz parte do Amor. 

Quanto ao Rodrigo, agradeço-lhe do fundo do coração pelo aprendizado que me deu, sem dúvida.
Bem-haja.

                                                                                                                                          Benjamim Levy


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Trabalhamos em diversas áreas de terapias não convencionais, tendo por isso decidido há muito, estarmos em eterna pesquisa e aperfeiçoamento das mesmas. Procuramos dar resposta ao desequilíbrio humano principalmente através da mudança para um estado de consciência mais equilibrado, não dispensando todavia, a medicina ou as terapias adequadas para cada caso.

Benjamim Levy

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